Vórtice
Fênix · 2015
Nunca imaginei
Minha vida insípida
Virar seu projeto
Uma rua sem saída
E me transformar
Da água pro vinho
No meu próprio lar
Um estranho no ninho
Não vou fazer a mínima força
Sua atenção mendigar
E nem oferecer a outra face,
Ser seu Cristo pra estapear
Não vou andar sobre pedra e espinho
Disso já me fez calejar
Só vou guiá-la na última dança
Em meu vórtice te centrifugar
O meu vórtice
Há de destruir
Tudo que entrar
Jamais vai sair
Como não notei
Dissimulada, inteligente
Me dava esmola
Sem me chamar de indigente
Já não preciso mais
Me fabricar contente
Pros meus ouvidos estuprar
Com o seu riso indecente
Não vou fazer a mínima força
Sua atenção mendigar
E nem oferecer a outra face,
Ser seu Cristo pra estapear
Não vou andar sobre pedra e espinho
Disso já me fez calejar
Só vou guiá-la na última dança
Em meu vórtice te centrifugar
Mais vale reles humano erguido
Que ser mais um anjo caído
Mais nobre ensaiar vitória
A combater como vencido
O meu vórtice
Há de destruir
Tudo que entrar
Jamais vai sair
O meu vórtice
Há de destruir
Tudo que entrar
Jamais vai sair