Metade Louco, Metade São
Fênix · 2015
Eu, sou bala perdida
Do sniper escondido
A alma alvejada
Corpo nunca atingido
De pé e caído
Meu corpo ficou
Às margens do findo
Infinito acabou
E torto no trilho
Trem descarrilhou
Sou custódia do filho
Que ninguém clamou
O sonho engessado
Matéria amputada
A Alma penada
Que ninguém encarnou
Aperto o gatilho
Do bandido sou mão
Foi um click certeiro
Mas emperrou o cão
Como uma Quimera
Comunguei com quem sou
Casei com quem era e
Hera desabonou
A pergunta mais simples
Que nenhum figurão
Da filosofia
Jamais respondeu
Se existe um Deus
Que inventou o homem
Ou se foi o homem
Que inventou Deus
Sou o lado certo
Também o inverso
Metade louco, metade são
Alcoólatra, sóbrio
Abstêmio, ébrio
Metade louco e metade são
Corro na mão certa
E na contramão
Metade louco, metade são
O escorrer da lágrima
Que ninguém chorou
Sou Metade louco e metade são
Ressuscitei morte
Matei a vida
Abri o meu corte
Pra curar a ferida
Fiz dos meus acertos os erros teus
Sou metade santo, metade demo...inteiro Deus