b.b.

Águas Rasas

E.P. Ecos do Silêncio · 2025

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Eu coleciono cicatrizes De tantos cortes que você deixou Deito na cama que fiz com os espinhos Que cravejavam o seu amor Você sorri enquanto ele acaba, Me dá veneno em taças de cristal Celebra a chama só quando ela apaga, Transformando toda a minha dor em seu ritual Me afogando em águas rasas, Que um dia eu nadei Me enterrando em ruínas, Onde um dia já fui rei Me ferindo com espinhos Das flores que eu plantei, Escrevendo em linhas tortas Os versos que eu cantei Você anuncia meu coração, E meus sentimentos vende em seu leilão Tranca meus sonhos nas celas da sua prisão, E cria as próprias leis pra declarar minha escravidão Me afogando em águas rasas, Que um dia eu nadei Me enterrando em ruínas, Onde um dia já fui rei Me ferindo com espinhos Das flores que eu plantei, Escrevendo em linhas tortas Os versos que eu cantei Mas eu nunca vou estar... Me afogando em águas rasas, Que um dia eu nadei Me enterrando em ruínas, Onde um dia já fui rei Me ferindo com espinhos Das flores que eu plantei, Escrevendo em linhas tortas Os versos que eu cantei Me afogando em águas rasas, Que um dia eu nadei Me enterrando em ruínas, Onde um dia já fui rei Me ferindo com espinhos Das flores que eu plantei, Escrevendo em linhas tortas E nunca mais Ter que cantar Os versos que eu te dei